Surfaçagem

No Laboratório da Ótica Rio, o bloco passa por um rigoroso processo de avaliação antes de sua industrialização. Avaliamos sua estrutura física e especificação técnica fornecida pelo fabricante (base e adição) em busca de alguma imperfeição. Chamamos este processo de controle de qualidade inicial.

A próxima etapa é o setor de cálculo. Este setor é o cérebro da produção, pois o profissional que nele trabalha determina como a lente deve ficar depois de surfaçada. Neste setor são feitos os cálculos matemáticos de acordo com o tamanho, tipo e formato da armação para determinação da espessura e curvatura interna da lente, dados necessários para formação da dioptria.


A etapa seguinte chama-se blocagem. Utilizamos uma máquina chamada Blocadora, onde acontece a fixação do bloco e posicionamento do eixo, em um suporte de alumínio necessário para o processo de industrialização.

Feita esta fixação, o bloco é encaminhado para o Gerador de Curvas, equipamento que tem a finalidade de gerar a curvatura interna. Somente nesta etapa acontece a transformação do bloco em lente propriamente dita, pois até então, o bloco permanece conforme veio do fabricante. Em seguida, a lente vai para o setor de Polimento e sofre um aperfeiçoamento e polimento da superfície interna em máquinas cilíndricas. Neste processo, a lente adquire o seu brilho característico.

Depois de polidas, as lentes são descoladas do suporte de alumínio e então levadas ao Setor de Conferência. Lá é utilizado um aparelho chamado Lensômetro Computadorizado, que tem por objetivo conferir a dioptria e o eixo que foi determinado no pedido. Neste setor também conferimos a espessura central e das bordas das lentes.

Após a conferência técnica, as lentes são encaminhadas para o setor de Controle de Qualidade final onde acontece a inspeção de sua estrutura física em busca de qualquer imperfeição da parte interna e externa.